Espanha e mercado nacional recolocam turismo do centro na rota do crescimento.

A Turismo do Centro de Portugal regressa ao crescimento em agosto com impulso dos mercados nacional e espanhol.

Em agosto, dormidas e proveitos voltaram a crescer relativamente a 2025, confirmando a trajetória de recuperação da atividade turística na região.

No acumulado do ano, as receitas já superam os valores do ano passado, apesar do impacto conjuntural adverso dos primeiros meses de 2026

atividade turística no Centro de Portugal confirmou em agosto a trajetória de recuperação dos últimos meses.

Os dados divulgados esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) dão conta de um crescimento de 1,1% nas dormidas e de 3,4% nos proveitos dos estabelecimentos de alojamento turístico, em relação a agosto de 2025.

No mês de agosto, as unidades de alojamento da região registaram 1,225 milhões de dormidas, contra 1,211 milhões no mesmo mês de 2025.

No mesmo período, os proveitos totais atingiram 83,6 milhões de euros, acima dos 80,9 milhões registados um ano antes.

Os resultados confirmam uma recuperação progressiva da atividade turística na região, depois de um primeiro semestre condicionado por vários fatores conjunturais, entre os quais a tempestade Kristin e os episódios meteorológicos adversos que se seguiram, num contexto que afetou a atividade e a perceção do Centro de Portugal enquanto destino turístico.

A evolução positiva é particularmente visível quando se observa a sequência dos últimos meses nas dormidas: depois de uma quebra homóloga de 11,5% em março e de 7,9% em abril, a diferença face ao ano anterior foi-se reduzindo progressivamente, até regressar a terreno positivo em agosto (+1,1%).

A recuperação de agosto foi dinamizada sobretudo pelo mercado nacional, tradicionalmente o mais importante para a região.

De facto, as dormidas de residentes em Portugal cresceram 2,1% em agosto, para as 759 mil, e representam 61,9% das dormidas da região.

No acumulado de janeiro a agosto, o mercado nacional cresceu já 0,6%.

Na procura externa, embora o acumulado do ano ainda esteja abaixo de 2025, há boas notícias a vir de Espanha, o principal mercado externo do Centro de Portugal.

Em agosto, os turistas espanhóis geraram cerca de 166 mil dormidas na região, mais 7,7% do que no mesmo mês de 2025, representando 35,7% do total das dormidas de estrangeiros.

Refira-se que este desempenho surge num ano em que a Turismo Centro de Portugal tem vindo a reforçar de forma consistente a promoção da região em Espanha, através da presença em eventos estratégicos como a FITUR, em Madrid, a B-Travel, em Barcelona, ou, mais recentemente, a Termatalia, em Ourense, e a Naturcyl, em Segóvia, bem como através de ações dirigidas a operadores e profissionais do setor.

“Os números de agosto confirmam aquilo que temos vindo a sentir no terreno: a atividade turística no Centro de Portugal está a recuperar de forma segura. Como todos nos lembramos, tivemos um início de ano muito condicionado por circunstâncias excecionais. Os dados mostram agora que a diminuição da procura que então aconteceu está a ser ultrapassada e que a região está a recuperar a sua dinâmica turística”, afirma Rui Ventura, presidente da Turismo Centro de Portugal.

"É particularmente estimulante verificar o crescimento de 7,7% das dormidas do mercado espanhol, que é estratégico para o Centro de Portugal e tem sido alvo de um trabalho promocional muito consistente este ano, com presença em vários dos principais eventos do setor. Estes números mostram-nos que vale a pena continuar a aprofundar essa aposta", acrescenta Rui Ventura.
Se considerarmos os dados acumulados entre janeiro e agosto, há uma evolução muito positiva no indicador das receitas.

Com efeito, nos primeiros oito meses do ano, apesar de o número de dormidas estar ainda 2,2% abaixo do registado de 2025, os proveitos totais dos estabelecimentos de alojamento turístico já estão a crescer 1,9%.

“Este é um indicador importante. Mesmo num ano em que tivemos de recuperar de meses iniciais desafiantes, o setor turístico do Centro de Portugal já está a gerar mais proveitos do que no ano passado. Isto comprova a resiliência dos nossos empresários e a capacidade do destino para gerar cada vez mais valor. Quero deixar claro que o nosso objetivo não é apenas crescer em número de visitantes, mas fazer com que o turismo deixe mais riqueza nos territórios. Estes resultados mostram que estamos no caminho certo”, conclui Rui Ventura.