Festivais de Outono 2026 abrem com Orquestra das Beiras e peças que dialogam entre artes.
A exploração das relações inter e multidisciplinares em destaque nos Festivais de Outono 2026.
Música assume-se pilar central da descoberta, traduzida no tema “Música+”.
O Concerto de Abertura no domingo, dia 25 de outubro, às 17h00, no auditório Renato Araújo (Reitoria da Universidade de Aveiro), estará a cargo da Orquestra das Beiras e conta com a soprano Sofia Marafona, sob a direção de Pablo Urbina.
Interpretam Britten, Luís Carvalho e Louise Farrenc.
Programação decorre ao longo de um mês até 27 de novembro.
No Concerto de Abertura há ainda uma outra via de diálogo que se abre com as artes visuais, mais concretamente, com o vídeo (live visuals) realizado pelos alunos do Mestrado em Comunicação Audiovisual para os Novos Media do Departamento de Comunicação e Arte da UA.
Pablo Urbina é atualmente maestro titular da Orquestra do Algarve e, desde 2019, diretor principal da Orquestra Vitae de Londres.
Galardoado com o 3.º Prémio no Concurso Internacional de Direção Siemens Hallé 2023, Urbina acredita firmemente no uso da música como veículo para transformar e melhorar a sociedade, dedicando a sua carreira a este propósito.
Dirigiu orquestras em quatro continentes.
Nascido em Vitoria-Gasteiz, tendo crescido em Pamplona (Espanha), após estudar nos Estados Unidos (com bolsa de estudos), mudou-se para Londres, também com uma bolsa, para concluir um Mestrado no Royal College of Music.
A soprano Sofia Marafona desenvolve a sua carreira entre ópera, recital e colaboração artística contemporânea.
Iniciou os seus estudos no Conservatório de Música do Porto, prosseguindo-os na Guildhall School of Music & Drama, em Londres - onde concluiu o mestrado com distinção -, e posteriormente na International Opera Academy, em Ghent (Bélgica).
Em destaque nos primeiros dias estará também a atuação do Quarteto Parnaso, dos guitarristas Augusto Pacheco, Carlos David, Gonçalo Morais e Paulo Andrade.
Interpreta, a 27 de outubro, às 21h00, no Centro de Artes de Águeda, “Da Saudade à Liberdade”.
Este espetáculo que nasce da expansão de “Cinco Zecas”, projeto dedicado à recriação da obra de Zeca Afonso para quarteto de guitarras.
O repertório alarga-se a autores como Carlos Paredes, Madredeus, Ferrer Trindade e Armandinho, cruzando diferentes gerações e sonoridades da música portuguesa.
Ao Quarteto Parnaso, neste espetáculo, junta-se a narradora Estefânia Surreira.
A sua voz emerge nos silêncios entre melodias, onde música e poesia dita se entrelaçam, criando pontes entre saudade e liberdade, num percurso de resistência e beleza.