12:00

Educação à Escuta

Um programa da responsabilidade do CIDTFF da Universidade de Aveiro. Porque a diferença está na Educação e a Educação faz toda a diferença

Hoje vamos falar de Erasmus!

20, Abril 2020

Margarida Pinheiro, investigadora do CIDTFF da Universidade de Aveiro

Contacto: https://www.ua.pt/isca/person/11707646; margarida.pinheiro@ua.pt

 

Sou Margarida M. Pinheiro, investigadora do CIDTFF e Professora na Universidade de Aveiro. Entre as atividades que faço, tenho trabalhado sobre questões relacionadas com a mobilidade internacional de estudantes e docentes ao nível do programa Erasmus. E, portanto …

Hoje vamos falar de Erasmus!

Quem é que aqui já foi de Erasmus?

E quem é que já ouviu falar de Erasmus ou conhece alguém que já foi de Erasmus?

Então esta conversa interessa-lhe. O que é isso de Erasmus? O que leva tantos a fazerem Erasmus?

E eu vou falar-vos disto. Quero dar-vos a conhecer mais. Do que é esta viagem que se realiza fora de nós, mas e sobretudo, dentro de nós.

A história do Erasmus

O Erasmus nasceu em França em 1987. A mãe é francesa, uma associação de estudantes única e com visão, como todas as mães. O pai, bem, o pai é um cidadão do mundo, conhecido por Comissão Europeia. O Erasmus acabou por ficar mais conhecido pelo nome do pai, mas foi a mãe que o idealizou e imaginou como uma união forte e coesa de estudantes da Europa.

E também herdou o nome do padrinho, um humanista de Roterdão que era um viajante nato. O Erasmus não nasceu em Portugal, mas se tivesse nascido, era provável que Camões fosse convidado para o batizar, uma vez que também este Luís tinha as viagens e as descobertas no sangue. Ou não tivesse ele perseguido as viagens de Vasco da Gama e estado em África e no Oriente.

No início, o Erasmus tinha apenas alguns amigos: Londres, Madrid, Estrasburgo, entre outros. No primeiro ano o Erasmus contagiou 3000 estudantes. Mas a vontade ficou, o Erasmus cresceu, fez-se adulto e quando fez 25 anos já tinha envolvido um lago de gente (quase três milhões de estudantes) e um leque vasto de países europeus.

Em 2014 acrescentou um + ao seu nome e passou a chamar-se Erasmus+. Este + veio também de novas valências; à educação juntou-se a formação, a juventude e o desporto. As prospeções apontam para que até 2020 o Erasmus+ consiga envolver mais de 4 milhões de pessoas. Agora sim, um mar de gente.

Eu podia continuar a falar-vos de mil e uma coisas sobre o Erasmus. Mas para hoje e porque o meu trabalho está mais direcionado para aqui, vou falar-vos do Erasmus nos estudantes e nos docentes no Ensino Superior.

 

Erasmus nos estudantes - como se desenrola o processo

 

(e agora vou falar para os estudantes)

Para começar, faz crescer em ti essa ideia e essa vontade de descobrir, de saberes mais, de conheceres colegas de outros países, de experimentares outra língua, de te envolveres em metodologias diferentes de aprender e de trabalhar. À medida que te sentires apaixonar por esta oportunidade, informa-te mais e mais.

O que é preciso fazer antes de ir? Começa por aceder ao Gabinete de Relações Internacionais da UA (GRI). Explora a página e esclarece dúvidas. Entra no ícone “Erasmus+”. No separador das “Informações para candidatos”, podes consultar as informações disponíveis sobre as universidades que têm parceria com os vários cursos dos vários departamentos da UA.

Uma coisa tens de saber: são os estudantes que, de facto, procuram informação sobre a instituição que escolherem, que procuram as unidades curriculares de lá que possam equivaler às que teriam cá naquele semestre ou naquele ano em que irão de mobilidade. E um estudante pode ir para a vertente de estudos ou para a vertente de estágio. Em cada departamento há docentes responsáveis pelo programa Erasmus. São os chamados Coordenadores Departamentais. Vê no site do GRI onde estás, novamente no separador das “Informações para candidatos,” a lista dos Coordenadores, de acordo com a tua área de estudos.

Quando um estudante vai de Erasmus, antes de ir, estabelece sempre um acordo sobre o percurso académico que vai lá fazer. A este contrato, assinado por ele próprio, pelo seu Coordenador Departamental e pela instituição de acolhimento que o vai receber, chama-se Contrato Pedagógico. Este é o seu compromisso de trabalho e é fundamental porque depois, no seu diploma de curso, o que vai aparecer não são as unidades curriculares que o estudante fez lá fora, mas sim as de cá que lhes corresponderam e que foram validadas como aportando-lhe um conjunto de conhecimentos equivalentes. Para todas as perguntas, fala com o teu Coordenador Departamental, tira dúvidas. E depois, fica atento, porque vai haver um momento, normalmente no início do segundo semestre, em que será divulgado o prazo de candidatura a Erasmus.

Este é o caminho formal.

Mas o caminho de Erasmus faz-se de outros caminhos, mais interiores, dentro de nós e junto dos outros. É por isso que os estudantes falam de descoberta, de porem à prova a sua capacidade de aprenderem a resolver situações por eles próprios, a sua capacidade de comunicar, a sua capacidade de se aculturarem, a sua capacidade de aprenderem a ser tolerantes e inclusivos.

E deixo-vos então a primeira surpresa: se fores ao site do ISCA-UA, no separador Ensino – Erasmus+ - Estudantes, encontras (também) testemunhos de quem já foi. Para saberes mais, te deliciares, e te apaixonares!

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